BLOG DO EDINHO SOARES

sábado, 10 de outubro de 2026

Prefeitos de Pernambuco testam influência nas urnas e garantem familiares e aliados eleitos para o Legislativo

Em Surubim, Chaparral viu sua influência chegar ao Congresso com a eleição da  esposa, Juliana de Chaparral

 As eleições para o legislativo estadual e federal serviram para testar a influência política dos prefeitos pernambucanos que foram além do apoio a candidatos ao governo estadual, senado e presidência da República, mas também tentaram garantir a presença de membros dos próprios grupos políticos em espaços importantes, como o Legislativo.

Em alguns municípios, o resultado confirmou a capacidade dos gestores de transferir votos, caso de Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco. O prefeito do município, Mano Medeiros (PSD), conseguiu garantir a eleição da esposa, Andréa Medeiros, para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na primeira disputa eleitoral, Andréa recebeu 49.263 votos, sendo 33 mil apenas no município da Região Metropolitana do Recife governado pelo marido.

Batista Cabral (PSB), irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (SD), também integra a lista dos que ganharam uma vaga no parlamento estadual por influência do familiar. Ele chegou à Alepe com expressivos 73 mil votos.

Em Ipojuca, a estratégia também deu resultado. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) elegeu a filha, Lara Santana (PV), deputada estadual. Ela terminou a eleição com 104.652 votos, uma das maiores votações para a Assembleia Legislativa. Ipojuca foi o principal reduto eleitoral, concentrando uma parcela expressiva dos votos obtidos pela candidata em todo o Estado. Lara chega à Casa e Joaquim Nabuco para ocupar a vaga da mãe, Simone Santana (PSB).

No Litoral Norte, o prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca (PSD), apoiou o irmão e ex-prefeito do município, Zé de Irmã Teca (PSD). Ele foi eleito com mais de 43 mil votos e também ocupará uma cadeira na Alepe. Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado (PT) também conseguiu eleger o marido, Breno Araújo (PT), para a Alepe. Ele recebeu 47.722 votos, 15 mil apenas no município, e conquistou uma das 49 cadeiras do Legislativo estadual.

Outro caso de transferência de força política para um familiar ocorreu em Petrolândia, no Sertão de Itaparica. O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) conseguiu eleger o filho, Bruno Marques (PSB), deputado estadual. A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), conseguiu manter a representação do grupo na Alepe. O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP), filho da prefeita, foi reeleito.

Em Garanhuns, o prefeito Sivaldo Albino (PSB) também saiu fortalecido, após garantir o filho, Cayo Albino (PSB), como deputado estadual com 60.753 votos. Ele chegou a assumir o mandato duas vezes na atual legislatura como suplente e passa a ser titular a partir de 2027.

FEDERAL

Em Surubim, o prefeito Cléber Chaparral (União Brasil) viu sua influência chegar ao Congresso. A esposa, Juliana de Chaparral (União Brasil), foi eleita deputada federal com 183.089 votos, ficando entre as maiores votações de Pernambuco para a Câmara dos Deputados.

Em Vitória de Santo Antão, o prefeito Paulo Roberto (MDB) conseguiu a reeleição da filha, Iza Arruda (MDB), para a Câmara dos Deputados. Iza já havia conquistado o primeiro mandato em 2022 e manteve a cadeira para a próxima legislatura. Entretanto, o outro filho do prefeito que disputou eleição, Túlio Arruda (MDB), não logou êxito na disputa para a Alepe.

Em Petrolina, o resultado o grupo político ligado ao prefeito Simão Durando (União Brasil) conseguiu eleger Fernando Filho (União Brasil) para mais um mandato na Câmara dos Deputados e Antonio Coelho (União Brasil) para a Alepe. Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito da cidade e irmão dos dois, porém, não conseguiu ingressar na Câmara.

INSUCESSO

Se de um lado alguns prefeitos conseguiram transformar a força municipal em mandatos no Legislativo, outros não tiveram o mesmo resultado. Em Olinda, a prefeita Mirella Almeida (PSD), que chegou ao cargo em 2024 com o apoio do ex-prefeito Professor Lupércio (PSD), não conseguiu levar o antecessor para a Assembleia Legislativa. Lupércio disputou uma cadeira de deputado estadual depois de dois mandatos à frente da Prefeitura de Olinda e contou com o apoio da atual prefeita durante a campanha. Mesmo assim, ficou fora da lista dos eleitos.

Em Abreu e Lima, o prefeito Flávio Gadelha (PSB) também não conseguiu eleger o filho. Flávio Gadelha Filho (MDB), que disputou uma cadeira no parlamento estadual, mas ficou fora da relação dos eleitos. Situação semelhante ocorreu em Moreno. O prefeito Edmilson Cupertino (PP) não conseguiu eleger o filho, Tierry Cupertino (PP), para a Alepe.

Em Buenos Aires, na Zona da Mata, o prefeito Henrique Queiroz (PP) também não conseguiu manter o filho, Henrique Queiroz Filho (PP), como legislador. O deputado estadual buscava a reeleição, mas não alcançou votos suficientes para permanecer entre os eleitos. Em Caruaru, o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB) também não conseguiu transformar o apoio à sua gestão em uma cadeira na Assembleia Legislativa. O secretário municipal de Articulação Social, Anderson Luiz (PSD), candidato a deputado estadual, ficou fora da lista dos eleitos.

Reportagem: Folha de Pernambuco/Anthony Santana

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Fabiana Pereira, Psicopedagoga do CAEDE, é a aniversariante do dia

 Feliz aniversário! Que Deus abençoe imensamente sua vida, ilumine seus caminhos e encha seu coração de amor, paz, saúde e felicidade. Que nunca faltem motivos para sorrir, sonhos para realizar e pessoas especiais para compartilhar os melhores momentos com você. Que seu dia seja repleto de bênçãos e momentos inesquecíveis. Parabéns!

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Direita domina Brasil nas urnas e Lula tem pior votação desde 1998

 Capitaneada pelo PL de Flávio Bolsonaro, a direita tirou cadeiras do centrão no Senado e fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amargar a sua pior votação em termos de votos válidos em um primeiro turno desde 1998. Lula teve 53,9 milhões de votos no último domingo (4) e ficou atrás de Flávio, com 56,1 milhões de votos. Em porcentagem, o candidato do PL teve 47% dos votos válidos e o petista, 45,2%.

Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro (PL), Lula teve 48,4% dos votos válidos. Em 2006, quando disputava a reeleição, marcou 48,6%. E em 2002, quando chegou à Presidência pela primeira vez, teve 46,4%. A última vez que o petista teve uma porcentagem de votos válidos tão baixa em um primeiro turno foi em 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em busca da reeleição e marcou 31,7%. Na ocasião, Lula foi derrotado ainda no primeiro turno.

QUEM PERDE, QUEM GANHA

Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e saiu derrotado em estados-chave para o resultado eleitoral, como em Minas Gerais, que sempre deu maioria dos votos a todos os presidentes eleitos desde 1989. Na outra ponta, Flávio superou a votação do pai em 2022 em cerca de 5 milhões de votos, saltando de 51,1 milhões (43,2% dos votos válidos) para 56,1 milhões. Os números de Flávio neste domingo se refletem nos resultados do PL nas eleições para o Senado.

O PL elegeu 19 senadores. Somados aos nove que já cumpriam mandatos definidos pelas urnas em 2022, o Partido Liberal tem hoje a previsão de ocupar 28 cadeiras no Senado a partir de 2027. O partido Novo vai ter três senadores. Deste trio, dois abandonaram a campanha do correligionário Zema e apoiaram a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto ainda no primeiro turno: Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR).

Somados, PL e Novo terão 31 senadores -- quase 40% do Plenário da Casa. E há outros senadores bolsonaristas fora do PL, como Damares Alves (Republicanos-DF) e o recém-eleito Guilherme Derrite (PP-SP). O PT não ganhou cadeiras, mas também não perdeu: seguirá com as dez que já possui. Mas, no saldo, a esquerda vai ficar com três cadeiras a menos: o PSB saiu de sete para três; a Rede foi de zero para uma; e o PDT caiu de duas pra uma. Quem mais teve que ceder espaço foi centrão. O PSD, por exemplo, perdeu nove cadeiras no Senado.

MAIS GOVERNADORES

A onda de direita também foi sentida nas eleições para os governos estaduais. Hoje, o PL comanda apenas um estado: Santa Catarina, com Jorginho Mello. Já em 2027, serão no mínimo cinco, com Paraná (Sergio Moro), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique) e Rio Grande do Sul (Zucco). Santa Catarina, com Jorginho Mello reeleito, fecha a lista. Também há dois nomes do PL disputando o segundo turno: Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, e a Professora Maria do Carmo, no Amazonas.

No RJ, Ruas teve 49,3% dos votos válidos no primeiro turno e ficou à frente do ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula. Ruas precisa de menos de um ponto percentual para ser eleito. Desde 2018, o Rio de Janeiro tem consistentemente dado mais votos à família Bolsonaro e a seus aliados do que ao PT -- tanto para a Presidência, quanto para o governo local. O estado também elegeu dois nomes do PL para o Senado: Carlos Portinho (reeleito) e Carlos Jordy.

Reportagem: CNN Brasil- Henrique Sales Barros

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Raquel Lyra deixa claro que não dará palanque a Lula

 Ao declarar que "o presidente Lula já tem palanque em Pernambuco", na entrevista de ontem à Globo News, a governadora Raquel Lyra (PSD) procurou dar um basta à pergunta que ouve, desde domingo passado, se iria declarar apoio a algum candidato à Presidência da República no 2º turno.

O tal palanque no Estado, claro, é comandado pelo ex-prefeito João Campos (PSB), que foi derrotado por Raquel na disputa pelo Governo do Estado. A pessedista voltou a dizer que é grata a Lula por todas as parcerias, contudo seu objetivo é cuidar da gestão que está quase no fim e se preparar visando ao segundo mandato.

Veja o vídeo:
Ontem, a senadora eleita pelo PDT, Marília Arraes, que tanto chamou Raquel Lyra de bolsonarista, admitiu a necessidade de unir forças em prol da reeleição do presidente e colocou a adversária no rol. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que é filiado ao PSD, contou que tentaria convencer a governadora a subir no palanque petista.

Porém, aliados de Raquel colocam que ela pediu para Lula não vir a Pernambuco, no 1º turno. Ele até que relutou, no entanto, veio nas vésperas da eleição para reforçar a chapa da Frente Popular. E isso estaria na memória da governadora. Com Raquel colocando uma pá de cal na possibilidade de apoio, PT, PSB e aliados terão de garantir estrutura para, pelo menos, manter a votação de Lula no Estado.

Reportagem: Blog do Dantas Barreto

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Assista à reportagem da TV Globo sobre as mulheres deputadas eleitas em PE, incluindo a mais votada: Juliana de Chaparral

 Recorde de deputadas federais em Pernambuco. Seis mulheres foram eleitas, o dobro da legislatura 2022-2026. Parece pouco, mas é, também, o maior número de mulheres deputadas federais de toda história do Estado. E a mais votada, com mais de 183 mil votos, é a professora e ex-prefeita de Casinhas, no Agreste Setentrional, Juliana de Chaparral (União Brasil).

Ela falou hoje à reportagem da TV Globo Nordeste. Assista, abaixo, à íntegra da matéria exibida no NE2:
"Muitas vezes os olhares, os insultos, fazem com que as mulheres deem um passo para trás. Mas é possível e é preciso que cada mulher se levante, que ela saiba que a voz dela representa a voz de tantas outras. É possível ter mulheres na política que ajudem a transformar a vida das pessoas. Eu sou a prova disso", declarou a campeã de votos.


Juliana de Chaparral entra para a história como primeira mulher do Agreste Setentrional de Pernambuco eleita deputada federal

 A eleição de Juliana de Chaparral (União Brasil) no domingo (4 de outubro de 2026) marcou um novo capítulo na história política do Agreste Setentrional de Pernambuco. Com 183.089 votos em todo o estado, a ex-prefeita de Casinhas foi eleita deputada federal e se tornou a primeira mulher da região a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. A votação também colocou Juliana como a mulher mais votada de Pernambuco para deputado federal e garantiu a ela a quinta maior votação entre os 25 eleitos no estado.

Em Surubim, onde seu esposo, Cleber Chaparral (União Brasil), é o atual prefeito, Juliana alcançou uma marca histórica. Foram 21.707 votos, correspondentes a 58,19% dos votos válidos para deputado federal no município. Segundo levantamento baseado nos resultados eleitorais, nunca um candidato, inclusive em disputas para prefeito, havia ultrapassado a marca de 20 mil votos na cidade - na eleição municipal de 2024, o próprio Chaparral foi eleito prefeito com 18.500 votos.

A votação em Surubim foi apenas uma das marcas da eleição de Juliana na região. Em Casinhas, município que administrou por dois mandatos, ela também foi majoritária com 6.112 votos, o equivalente a 66,68% dos votos válidos. Em Vertente do Lério, foram 2.417 votos. A deputada eleita também foi a mais votada em Orobó, sua terra natal, com 8.239 votos, além de registrar 7.674 em Limoeiro e 6.202 em João Alfredo.

A presença de Juliana também se estendeu para outras áreas de Pernambuco. Em Cabo de Santo Agostinho, onde fez uma das principais dobradinhas da campanha com Batista Cabral (PSB), eleito deputado estadual, foram 12.812 votos. Em Caruaru, recebeu 5.865, enquanto no Recife alcançou 5.048. Também obteve votações expressivas em Bom Jardim (5.187), Santa Maria do Cambucá (3.726), São Joaquim do Monte (3.383), Agrestina (3.332), Tacaimbó (3.334), Pombos (3.427), Olinda (3.905), Glória do Goitá (3.009), Exu (2.749) e Ribeirão (2.248).

Ao todo, Juliana recebeu votos em 181 dos 185 municípios pernambucanos, além de registrar sete votos no arquipélago de Fernando de Noronha. Ela não teve votos apenas em Quixaba, Cedro e Dormentes. A deputada eleita foi majoritária em 13 municípios, entre eles Surubim, Casinhas e Vertente do Lério, que integram a 34ª Zona Eleitoral. O resultado mostra uma campanha que, embora tenha mantido o Agreste Setentrional como principal base, alcançou diferentes regiões do estado.

A trajetória até Brasília começou antes da eleição de 2026. Juliana disputou pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa em 2018, quando obteve 31.999 votos. Em 2020, foi eleita prefeita de Casinhas com 4.813 votos e, quatro anos depois, conquistou a reeleição com 6.364. Em abril de 2026, renunciou ao cargo para disputar uma vaga na Câmara Federal. A passagem pela Prefeitura de Casinhas, marcada por obras e ações estruturadoras, ajudou a ampliar sua presença política para além dos limites municipais.

A eleição também colocou Juliana em um contexto nacional de crescimento da representação feminina. A Câmara dos Deputados terá, a partir de fevereiro de 2027, a maior bancada feminina de sua história, com 109 deputadas eleitas, 19 a mais que na atual legislatura. Pernambuco terá seis mulheres na nova bancada federal: Juliana de Chaparral, Rosa Amorim (PT), Clarissa Tércio (PP), Iza Arruda (MDB), Eliane Soares (PSB) e Liana Cirne (PT).

Dentro da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, Juliana também terminou com a maior votação entre os quatro eleitos da composição em Pernambuco. Ela teve 183.089 votos, seguida por Lula da Fonte (PP), com 147.913, Fernando Filho (União Brasil), com 124.147, e Clarissa Tércio (PP), com 110.608 votos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Raquel Lyra é reeleita governadora de Pernambuco. João Campos e PSB amargam derrota fragorosa

 A governadora Raquel Lyra (PSD) garantiu a reeleição e mais um feito histórico.

Com mais de 53% dos votos válidos em todo o estado e vencendo no Recife, reduto de seu principal opositor João Campos (PSB), a gestora ficará mais quatro anos a frente do Palácio do Campo das Princesas.

Com mais da metade das urnas apuradas, a gestora já abriu cerca de 300 mil votos, vantagem que não será revertida pelo socialista. É a primeira derrota na curta carreira política de João Campos, que achou que seria uma barbada e está tomando o que se chama de "lapada" nas urnas.

Não foi por falta de aviso, mas a arrogância falou mais alto. Agora, ele estará sem mandato e com um PSB ainda mais frágil e submisso ao PT nacional.

Reportagem: Blog do Ricardo Antunes